Intimidade!

30 de novembro de 2005

Ao acaso me desperta a solidão

Já era quase dia, alguns raios de sol ousavam penetrar a janela
Olhei para o lado e você já não estava
Levantei-me rapidamente e comecei a te procurar por tds os cantos da casa
Mas nem um vestígio, nem uma imagem, nem uma forma, nem um som
As suas roupas tinham sumido do ármario
Molhei meu rosto na pia, ainda tinha esperança que tudo não passasse de um pesadelo
Mas você tinha realmente partido
Tudo estava tão frio como antes...
Me tomei pelo desespero, derrubava tudo que tinha a minha volta
Talvez na esperança de encontrar algum recado,
Ou ao menos um adeus
Mais nada achava, sómente o teu cheiro ainda percorria o corredor
Passavam tantas cenas por minha cabeça
Sentei-me no chão e chorei
Cada lágrima, balbuciava um por que
Procurei suas lembranças em cartas, presentes e fotos
Esperei por horas um recado pela secretária eletrônica,
Mas você já não estava lá
Saiu de mim totalmente a francesa
Me senti tão perdida
Tinha me acostumado a viver sua vida
E agora já não mais sabia o que fazer
Tudos os meus planos incluiam você
Me senti sem fôlego para buscar uma explicação para tal fato
Visitei os mais fúnebres sentimentos
Como se tivessem arrancado alguma parte de mim, irregenerável
Precisava te ver pelo ao menos mais uma vez
Mas parecias ter sumido no mundo
Tentei achar você em tds os corpos,
Mas a minha mente exigente, só visualizava a ti
Como foi difícil lembrar cada momento e saber que este jamais se repetiria
Dói profundamente pensar em mim sem te ter
Não sei mais caminhar sozinha sem tuas mãos pra me amparar
Você me tomou como sua no primeiro olhar
E agora sem ao menos um gesto
Deixa tudo pra trás como se nada tivesse importado
Por favor volta pra mim
Me diz o por que de acabar tudo assim
Preciso entender o que foi que eu fiz
Pra você sem mais nem menos resolver viver sem mim!

23 de novembro de 2005

Já não sei se te amo ou te odeio!

Não precisa mais mentir
Tua ilusão só me causa dor
O castelo de cartas se desmoronou
Já não me encanto com o teu sorriso
Tuas palavras só me remetem a escuridão
E é no quarto escuro que derramo minhas lágrimas
Debruçada sobre o papel descarrego meus sentimentos
Pensei sentir o tempo todo a sua falta
Mas não posso perceber a ausência de algo que nunca me pertenceu
Deixa cair tuas máscaras
Tua fraqueza é tão exata
E o meu sinismo é tão preciso
Minha presença só clama a tua ausência
Como o mais fino feixe de luz que contorna a perciana
Ilumina minhas idéias
Minha mente insiste em te lembrar
Queria te odiar, mas em contradição, te amo
Te encontro nos meus pequenos atos
Coisas simples, imperceptíveis aos olhos dos corações emancipados
Sempre quis ter-te em meus braços
Hoje clamo pela desmemória
Não posso caminhar com tuas lembranças
Já não sei se consigo viver sem fantasiar-te
Você se fez presente por todo o meu passado
Foi a coisa mais constante nessa vida conturbada
Depositei em ti todas as minhas esperanças
Todos os meus melhores sonhos se faziam pela tua estadia
E se nem ao menos no meu mundo da imaginação
Eu puder sentir o teu perfume na minha pele
Me desprendo da minha existência
Serei algo frio, inóspito
É o teu calor que me aquece
És o fardo que me impulsiona a vida
Será eterno por ti o meu amor
Dou-lhe a minha vida
Contos meus longos segundos, sem tua presença física
Preciso de ti... Sejas meu ao menos uma vez!