Intimidade!

18 de fevereiro de 2006

Mais além

Fui além do que imaginava poder
Meu corpo e minha alma, na mais completa fusão lhe ofereci
Todas as palavras se calaram por alguns instantes
Minha vontade superou o desejo
O calor que me tomava o corpo
Foi retribuído com um beijo gélido na face ruborizada
Das rosas vermelhas , apenas os espinhos
Me volto frente ao espelho,
Lágrimas escorrem, sem conter a direção
Me pediste o mundo,
Mas na minha mais completa covardia,
Dei-te apenas minha existência
Como um sopro de vida e amor em sua alma
Me perdi em uma reflexão,
Que me retratou fielmente,
Jamais poderia lhe conceder o sorriso eterno
Desculpe-me se por vezes me afastei dos seus sonhos
Se não alcancei seu ideário de perfeição
Mas sou apenas um ser humano
Feito de carne, alma, sonhos e coração
Busquei nas profundezas, minhas maiores virtudes
Rastejo o um oceano de esperanças
Me apego a mais distante luz
O bem e o mal se confundiram
E o que antes era a minha razão todos os dias ao acordar
Hoje me aprisiona no quarto escuro
Perdida em um mar de sentimentos conflitantes
E da incerteza fez-se o pranto,
Do carinho, a solidão
Nas escolhas, um passado, presente ,misterioso
Não me feches suas portas
Faça de mim sua moradia
A intensidade dos seus sentimentos
Como as peças para completar o mais enigmático quebra-cabeça
Na existência do meu ser te clamo, meu amado
A ir além do infinito!
Onde a carne se perde,
E a essência toma forma...

2 de fevereiro de 2006

Além do céu

Por vezes estive contestando a vida
Não extamente a extência, mas seu fim
Onde tudo começa e tudo acaba
O fim que vai além do sofrimento,
Que deixa a saudade
Pensar o que existe além do céu
Será que existe uma nova vida, depreendida dos valores carnais
Ou apenas um lugar para repouso das almas cansadas
Talvez uma forma de desprender seus habitantes dos valores terrestres
E será mesmo que existe um inferno?
E sendo assim, aonde se esconde o sentido do perdão?
Todo o percurso que se faz ao longo da existência
Se resume ao mesmo fim,
Seremos todos corpos frios e pálidos
Por que nem sempre a morte é justa?
Se nós sabemos que esse é o nosso fim, pra que temer tanto?
O que nos leva e sermos separeados de pessoas que amamos?
O que acontece com as pessoas que se vão tão presas ao corpo?
São tantos mistérios correlacionados
Que me remeto a uma revolta por alguém partir sem a chace de se despedir
Se ela ia partir, por que a fez sofrer tanto? Por que destes tantas esperanças?
Por entre as lágrimas e os corações partidos ,
Surgiu a luz, aquela longíqua
Como forma de amenizar toda a dor pela partida
Seria uma forma de renascimento? Ou apenas um conforto?
Existiria vida após a morte, ou apenas um vazio uma escuridão?
Por onde pairam milhares de almas, sem seus corpos?
Aonde tudo o que termina começa?
E quando o começo termina?