Aonde foi que eu me perdi?
Estou cega num castelo de cartas
Sem saber qual jogada completa o melhor trajeto
A fragilidade e a insegurança que me assombram terrivelmente,
Minhas energias foram sugadas por algo alheio a minha vontade
Desejos, opiniões e vontades se desmotivaram gradativamente
A face já disforme, treme e teme ao pensar no futuro
A determinação de quem ia mudar o mundo se minimizou perante o medo
Todas as berreiras aparentam uma fortaleza indestrutível
Minhas lágrimas já não me trazem as resposta para meus dilemas
E o conforto, que me vinha pelas palavras, torno-se insuficiente
O aparente desperdício de uma vida, que nem mesmo construi
Me transporta a uma angústia maior e mais forte que minha existência
Não me encontro numa perda perante a galáxia, a terra, o mar
Trata-se de algo íntimo , interior, imperceptível a olho nu
Tão abstrato quanto o mais ínfimo sentimento
Falo da alma, escondida , me levando a uma busca constante
Um suicídio da consciência, manipulação do subconsciente
Sumi pelas minhas idéias, minhas forças e minha razão
Preciso descobrir aonde quero encontrar o que acho que perdi!
