Intimidade!

27 de outubro de 2005

Aonde foi que eu me perdi?

Estou cega num castelo de cartas
Sem saber qual jogada completa o melhor trajeto
A fragilidade e a insegurança que me assombram terrivelmente,
Minhas energias foram sugadas por algo alheio a minha vontade
Desejos, opiniões e vontades se desmotivaram gradativamente
A face já disforme, treme e teme ao pensar no futuro
A determinação de quem ia mudar o mundo se minimizou perante o medo
Todas as berreiras aparentam uma fortaleza indestrutível
Minhas lágrimas já não me trazem as resposta para meus dilemas
E o conforto, que me vinha pelas palavras, torno-se insuficiente
O aparente desperdício de uma vida, que nem mesmo construi
Me transporta a uma angústia maior e mais forte que minha existência
Não me encontro numa perda perante a galáxia, a terra, o mar
Trata-se de algo íntimo , interior, imperceptível a olho nu
Tão abstrato quanto o mais ínfimo sentimento
Falo da alma, escondida , me levando a uma busca constante
Um suicídio da consciência, manipulação do subconsciente
Sumi pelas minhas idéias, minhas forças e minha razão
Preciso descobrir aonde quero encontrar o que acho que perdi!

8 de outubro de 2005

Renascendo

Cegos pra o que não queremos enxergar
Surdos pras verdades que insistem em nos confundir
Medo dos pensamentos nefastos e sombrios
Tristeza na solidão fria
Ruas desertas, apenas vultos
O arrepio profundo diante de um som tenebroso
Trancada na torre dos meus pensamentos
Todo mundo parece tão distante
O silêncio me tortura
Desrespeito pelas opiniões
Descaso aos sentimentos
Teu comportamento covarde
Misto de sensações
Ódio e amor se fundem
Me perdi dentro de mim
Desconheço minhas atitudes
Quero me encontrar
Descobrir as respostas para meus questionamentos
Minha mente insiste em se libertar
Acorrentada, presa num labirinto de caminhos tortuosos
Temor pelo futuro incerto
Presente entediante me assombra
Desilusões me guiam ao caminho mais curto, desistência
Mas eu insisto em resistir
Ainda me restam forças
Preciso me restabelecer das quedas
Seguir em frente sem olhar pra trás
Aprender com os erros
Apagar as cicatrizes
Lutar pra ser feliz
Até a última gota de sangue corra por essas veias
Nada mais vai me ferir
Cada queda me fortaleceu
Tô aprendendo a viver...