Bailar pelas cordas da insanidade!
Seque a boca dos que lhe dizem incapaz
Os mesmos que atormentam a vã desigualdade
Venha ao mundo, profundo, profano, imundo
Ofereça a face aos que se denominam sociedade
Loucos, emaranhados em suas razões
Covardes, protegidos por seus dogmas e legislações
Que lhe ditam insanidade, por não seguires a cartilha da "igualdade"
Igualdade, que lança crianças nos sinais
Mulheres nas esquinas,
Cidadãos jogados a própria sorte, nas ruas da cidade
Assassinados nas bancas de jornais
Estômagos vazios, que não se saciam por promessas
Sangue-sugas, saboreando seu sangue em taças de cristais
Labuta, na ponta do açoite,
Para que dos seus impostos eles possam se fartar
Sua vida escorre por entre seus dedos,
Enquanto assistes a novela das oito
Programado, com datas marcadas,
Embalado, exposto em prateleiras,
Para que eles decidam o seu futuro
Abra os olhos para aqueles que usam o nome de Deus para lhe manipular
Não esmoreça seus sonhos, pratique realidade
Use seus sentidos, e dote do racional para filtrar as informações
Furte a compostura dos que se descabelam para se explicar
Assista confortavelmente, ao noticiário na tv
Enquanto isso, mais um corpo estirado no chão
Sem ao menos saber da onde vem o tiro
Jogue o jogo com as suas regras
Não se conforme com o que lhes foi ditado
E não ofereça as costas ao inimigo
Os fracos lhe atacam com sorrisos no rosto
Quando menos esperar
Vá as ruas, não seja leviano, não enfureça-se apenas com os seus problemas
Movimente-seeeeeeeeeee

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