Intimidade!

5 de abril de 2005

Sufoco!

Me fugiu o dom das palavras
Pensamentos conturbados
Sentimentos superficiais
Medo de sombras e ruídos
Tempestuosa solidariedade
Janelas da alma que se fecham
Criatividade perdida
Já não me compreeendo
Quero me redescobrir
Fecho meus olhos
Nada vejo, nada sinto
Me perdi Buscando meu equilíbrio
Procuro não pensar na vida
Não acho as repostas
Desconheço as perguntas
Tudo me parece obscuro
As fraquezas humanas me corroem
Um maquinário absoluto jamais existiu
Venerar aos fortes, insensíveis
Já não quero me esconder
Temendo mágoas e sofrimentos
O que faço é me prender
A minhas vontades imponho barreiras
Invisíveis aos olhos alheios
Mas tão monstruosas perante minhas limitações
Parece tudo tão imposível
Não nasci para disputas
Assumo minha derrota
Antes mesmo de ter lutado
Honestamente covarde e insegura
Desconheço meus potenciais
Abstenho minha importância
Inutilidade ou fragilidade
Imaturidade, talvez
Meu mundo imaginário
Sustenta o tédio da realidade
Ficção sim
Mas em meio a rotina
Minha única esperança de sorriso
Todos os dias a alegria estampada no rosto
Meras máscaras, para disfarçar a dor
Em um mergulho profundo
Tentei resgatar a alma
Me senti em paz
Mas perdi o sentido, a bondade
Agora fria e calculista
Tenho vontade de dizer
Não quero mais...
Tento esquecer...