Intimidade!

17 de dezembro de 2005

Reciprocidade descontínua

Minha mente te procura por entre os cantos, pela madrugada
A chuva cai lá fora e eu aqui pensando em você
Minha vida pausa quando não está aqui
Meu reflexo no espelho contorna sua imagem
Sei que a minha indecisão te levou a desistir
Mas eu precisava de um tempo
Para perceber o real valor do que estava perdendo
Você se foi escapando por entre os meus dedos
Nas fotos, nos bilhetes, memórias tão próximas porém distantes
Um flash back imediato me remete a reprimidas lágrimas
Nossa canção ressoa pelos cômodos da casa
Meus olhos se perdem pela porta, esperando por ela você entrar
Ouço o telefone tocar, ao outro lado, apenas o vácuo sombrio
Queria sentir o calor dos seus abraços, o arrepiar dos seus beijos
Na sua ausência , você se fez presente dentro de mim
Sua voz parece balbuciar meu nome
Mas meus sentidos não distinguem a direção
Me anulei para viver nossa vida ao seu modo
Era nos desafios que morava o seu amor
Com as conquistas vinha a distância
Procurei em seus manual as mais diversas formas de te esquecer
Mas é através de você que eu me completo
E se nas minhas esperanças não puder te encontrar
Serei mais um corpo sem alma
Vagando por um labirinto sem saída
Sei que ainda pode encontrar abrigo em meus braços
Somos a mesma alma em diferentes corações
Me mostra como eu posso ser feliz,
Só você pode dar sentido a minha vida
Preciso de uma chance para recomeçar
Uma união de palavras me explode a garganta
Eu te amo, sem medo , sem pressa...
Com defeitos e qualidades
Volta pra mim, sem engano, nós somos completos!

16 de dezembro de 2005

somente 23!

A mais bela das vozes
Um jovem poeta, cheio de coisas pra contar
Com milhares de sonhos na mão
E na cabeça a idéia de fazer um mundo melhor
Fez da sua curta vida uma arte
Tão longo se fez seu caminho no coração de tantas pessoas
Musicou com as mais belas palavras os mais profundos sentimentos
Mostrou ao mundo as virtudes da vida
Em poucas palavras nos ensinava tantas coisas
Sabia conduzir da emoção ao mais estonteante sorriso
Dos amigos mesmo distante, o mais próximo
Seu canto subiu aos céus
Muitos corações sangraram
Lágrimas percorriam as mais diversas faces a todo o momento
O poeta se foi e deixou seu legado
É difícil não contestar o destino
Por que? Ainda é cedo!
Tinha um mundo intero para concretizar!
Mas o além impôs sua vontade veemente
Sua música que nos levou a momentos de êxtase
Hoje remete um vazio, posso te perceber, mas já não consigo te enxergar
Você soube se fazer eterno,
Seu corpo repousa, sua alma descansa
Mas nas memórias estás materialmente presente
Se eu pudesse escutar sua gargalhada ao menos mais uma vez
Apenas mas um show... Uma chance de dizer até logo
Muitos podem achar que você não trilhou por muito tempo no sucesso
Ledo engano, você, nasceu uma estrela
Que hoje tem o mais radiante brilho no céu
Fica em paz amigo...
Você merece o paraíso!
Um dia vamos nos reencontar...

6 de dezembro de 2005

O princípio do meio de um fim que ainda não começou!

Vagando pelos becos escuros
Pobres almas desperdiçando parêmetros
Sentimentos inóspitos assolam os seres
Agonia, aflição , desespero...
Todos procuram sua fé, seus credos
Pregando que pecados já não são tão errados
Quando se existe o perdão
A morte enaltecendo a banalização
Guerras santas entre os homem
Buscando o caminho mais direto para a salvação
Ou talvez apenas a redenção de seus delitos
Racionalismo desmitificado , mumificado e esquecido
Fome, peste , destruição...
Perjúrios, injúrias, perguntas sem resposta
Pequenas lembranças trazem a tona um passado longínquo
Uma ganância personificada
Guiando o mundo pelas rédeas curtas da ignorância
Um jogo de interreses que o mais rico e influente sempre ganha
Ninguém se importa com os escrúpulos e com a lei
Já não se sabe o que fazer
O tempo se perdeu, ou fui eu que não me achei
Tentando fugir de tudo que parece macabro
Homens vivendo em condições animalescas
Sumiram todas as pistas do que um dia eu fui
Sem pretenções para um futuro incerto
Palavras se confundem com realidade
Facetas desvairadas mascaram a dor e o medo
Zumbis cordialmente disfarçados
Tentando desconstruir as mentes alienadas
Niguém tem culpa de nada
Em um mundo de erros acertados
Promessas não cumpridas se prolongam por todos os cantos
Humanidade desumana, renegando seus antepassados
Buscamos o Carpe diem e nos deparamos com a rotina
Os caminhos se desviam e nos confundem
Somos reprimidos por nossos pensamentos e sentimentos
Sofrendo represálias pelo âmbito de nossas mentes
Muitos não a utilizam e os que fazem desta seu meio de vida
São tidos como loucos, insanos e rebeldes
Cegos, surdos e mudos perante a realidade
Muito mais fácil celebrar a utopia
É tudo o começo de um fim que ninguém sabe aonde termina
Procurando justificativas para as dúvidas sem querer desvendá-las
Cobranças que não são feitas, por falta de alguém para ditá-las
Aonde foi que eu me perdi, aonde foi que não nos achamos aonde sera que chegaremos!
Vamos celebrar a insanidade e a insensatez
Bem vindo a selva , sinta-se em casa!