Intimidade!

23 de novembro de 2005

Já não sei se te amo ou te odeio!

Não precisa mais mentir
Tua ilusão só me causa dor
O castelo de cartas se desmoronou
Já não me encanto com o teu sorriso
Tuas palavras só me remetem a escuridão
E é no quarto escuro que derramo minhas lágrimas
Debruçada sobre o papel descarrego meus sentimentos
Pensei sentir o tempo todo a sua falta
Mas não posso perceber a ausência de algo que nunca me pertenceu
Deixa cair tuas máscaras
Tua fraqueza é tão exata
E o meu sinismo é tão preciso
Minha presença só clama a tua ausência
Como o mais fino feixe de luz que contorna a perciana
Ilumina minhas idéias
Minha mente insiste em te lembrar
Queria te odiar, mas em contradição, te amo
Te encontro nos meus pequenos atos
Coisas simples, imperceptíveis aos olhos dos corações emancipados
Sempre quis ter-te em meus braços
Hoje clamo pela desmemória
Não posso caminhar com tuas lembranças
Já não sei se consigo viver sem fantasiar-te
Você se fez presente por todo o meu passado
Foi a coisa mais constante nessa vida conturbada
Depositei em ti todas as minhas esperanças
Todos os meus melhores sonhos se faziam pela tua estadia
E se nem ao menos no meu mundo da imaginação
Eu puder sentir o teu perfume na minha pele
Me desprendo da minha existência
Serei algo frio, inóspito
É o teu calor que me aquece
És o fardo que me impulsiona a vida
Será eterno por ti o meu amor
Dou-lhe a minha vida
Contos meus longos segundos, sem tua presença física
Preciso de ti... Sejas meu ao menos uma vez!