Intimidade!

8 de setembro de 2007

Mais além do seu veneno

Cansei de levar tapa na cara
Já não tem mais espaço pras competições sem prêmios
Eu não sou um troféu pra ocupar sua estante
E nem estou em busca do título de melhores amigos
Não quero mais ser o sorriso na foto que lhe enfeita a prateleira
Desculpa se eu sou aquela espinha que lhe entala a garganta
Que se recusa a jogar com suas regras
Mas estou polindo o meu caráter
E não passo por cima de sonhos, pra construir meus ideais
Se mudei, pergunte-me se tive motivos?
É mais fácil ser a pobre coitada , marionete,
Que eu, insana, guardei na caixa de brinquedos usados
Tão bondosa, piedosa, dedicada, admirada por todos, tão bela...
E eu tão malvada, que só faço te magoar
Numa guerra utópica criei aliados de nuvens
Renega meus feitos, zomba dos meus atos, esquece o passado....
O presente é tão mais bonito e popular, não acha? ....
Sua versão é tão mais cinematográfica,
Capaz de levar sua platéia de ovelhas nobres aos prantos e a indignação
Não me venha com intimidades,
Não seja tola a ponte de não perceber essa barreira entre nós
Que talvez por falta de força, ou mesmo vontade, não estou disposta a destruir
Eu não sou um objeto seu, e lamento se a minha independência tanto lhe afeta
Não queira me manter presa aos seus devaneios, não mais tenho obrigação de aturá-los
Não me intime por terceiros, não sou tão cruel assim
Acalme-se, juro não lhe morder
Pode me usar como degrau pra chegar a aquilo que consideras o topo
Prometo não lhe dificultar sua caminhada, ao contrário ,
Se puder me distancio e lhe dou motivos, como cartas marcadas em seu baralho
Para galgar seu sucesso....
Sorria, tenha segredos, faça festas, assuma a posição de pobre menina recatada
Talvez assim, as conquiste mais rápido
Faça sua dança das palavras, para que nunca se entrelacem na minha versão dos fatos
Estarei na platéia aplaudindo sua plausível e talentosa atuação
Não precisa mais criar intrigas, estou fora do jogo, seu jogo...
Se é que algum dia estive dentro, acho que minha memória bloqueou alguns dados
Já ouvi que as pessoas são complicadas e nem todas valem a pena
Talvez eu não tenha valido a pena, talvez não tenha significado, quem se importa?
Meu álibi já não é suficiente as suas vontades
E meu altruísmo, não cabe em suas recordações
Desculpe-me se não lhe dei a solução para todos os seus problemas
Talvez estivesse ocupada com algum problema meu,
Que talvez você estivesse deveras alienada pra conseguir percebê-lo
Afinal sempre fui tão forte e você tão frágil,
Porque deveria desviar a rota de suas preocupações e direcioná-las a mim?
A fortaleza desmoronou, quis o mundo e tentou jogá-lo no lixo,
Como um papel rabiscado que já não tem mais serventia
Mas você tava tão distante que não pode perceber
E mesmo assim, depois de tanto tempo você me procurou
E eu, me fechei na minha concha, onde não te deixei entrar
De lá, atirei pedras...e lhe deixei tão só....
Por Deus, como pude ser tão cruel
Um dia eu ei de pagar por todas as injustiças, crueldades e julgamentos errôneos
E você, muito piedosa e virtuosa irá me perdoar, garanto!
Mas por enquanto fico por aqui, no paraíso dos incapazes,
Afinal, meus estômago, condenado, se revira a cada ato seu.
Alguém me disse que me afastando assim terminarei tão sozinha...
É, talvez a solidão me baste....
E seja melhor do que suas doses homeopáticas de letargia e egocentrismo
Mas quando precisar, Cuidado!
Talvez meus ouvidos estejam cansados de te esperar falar.....

29 de novembro de 2006

Bailar pelas cordas da insanidade!

Seque a boca dos que lhe dizem incapaz
Os mesmos que atormentam a vã desigualdade
Venha ao mundo, profundo, profano, imundo
Ofereça a face aos que se denominam sociedade
Loucos, emaranhados em suas razões
Covardes, protegidos por seus dogmas e legislações
Que lhe ditam insanidade, por não seguires a cartilha da "igualdade"
Igualdade, que lança crianças nos sinais
Mulheres nas esquinas,
Cidadãos jogados a própria sorte, nas ruas da cidade
Assassinados nas bancas de jornais
Estômagos vazios, que não se saciam por promessas
Sangue-sugas, saboreando seu sangue em taças de cristais
Labuta, na ponta do açoite,
Para que dos seus impostos eles possam se fartar
Sua vida escorre por entre seus dedos,
Enquanto assistes a novela das oito
Programado, com datas marcadas,
Embalado, exposto em prateleiras,
Para que eles decidam o seu futuro
Abra os olhos para aqueles que usam o nome de Deus para lhe manipular
Não esmoreça seus sonhos, pratique realidade
Use seus sentidos, e dote do racional para filtrar as informações
Furte a compostura dos que se descabelam para se explicar
Assista confortavelmente, ao noticiário na tv
Enquanto isso, mais um corpo estirado no chão
Sem ao menos saber da onde vem o tiro
Jogue o jogo com as suas regras
Não se conforme com o que lhes foi ditado
E não ofereça as costas ao inimigo
Os fracos lhe atacam com sorrisos no rosto
Quando menos esperar
Vá as ruas, não seja leviano, não enfureça-se apenas com os seus problemas
Movimente-seeeeeeeeeee

22 de novembro de 2006

Lobo em pele de cordeiro

Como jamais esperei fui feliz
Sorri, chorei, descobri, abracei, amei ...
Quando me afastei, grande falta senti
Me encontrei... por todos eram só alegrias
Mas o tempo passou
E o vento soprou novos ares
Muitas máscaras cairam
Deixando expostas as reais personalidades
E do que era o mais agradável se fez constrangimento
A neutralidade me veio de forma natural
Repentinamente palavras fortes foram cuspidas
Com um rancor que jamais imaginei ou mereci
De ti nenhuma gratidão esperei
Mas jamais pensei ser tão ofendida assim
Chorei, me magoei, me senti mal ...
Se era essa a sua intenção, parabéns, vencedora fostes
A troco de que já não sei
A cada dia se torna mais claro que não detém dos valores de berço
Afinal, não tens consideração nem pelos que lhe puseram no mundo
Quem dirá por mim, uma mera mortal que ousei cruzar seu caminho
Infelizmente o respeito e a admiração que por ti sobravam
Escorreram por entre meus dedos
Amigos? pela vida toda eu os tive
E vc? Utilize seus papéis suplicantes para implorar gotas de perdão
Em troca das suas sentenças impensadas
Acredite, você não é o centro do universo
Um dia aqueles aos quais utilizas de degrau,
Para excutar ou disseminar seus interesses
Podem descobrir sua real face
Não perca seu tempo, com suas agressões levianas, energias negativas
Ou seus planos doentios para dominar um amor
Será mesmo que são precisa tanto mancomunar e ser falsa
Para cultivar suas amizades?
Desça de seu pedestal e adquira coragem para assumir seus erros
És um lobo em pele de cordeiro
Procure sua felicidade, sem destruir as alheias
Não mais vou me enganar,
Porém não atinjas mais aos que me são caros
Caso contrário irás perceber que não sou tão passiva quanto pensas!

21 de outubro de 2006

Por cada corpo um pedaço seu

Por diversas vezes você pode dominar meus sentimentos
E interagir com a minha razão
Tentei me livrar da sua imagem, do seu perfume
Mas sua voz que ressoa pelos cantos
E atordoa meus pensamentos já insanos
Por cada corpo que eu ouse tocar, ainda encontro um resquício seu
O suficiente para me remeter a dor de jamis poder te ter
Meus olhos tentam desviar, de em outros braços te encontrar
Queria descobrir a milagrosa fórmula para te esquecer
Mas cada vez que ressurge, sinto uma pontada certeira
Por tantos rostos, vazios e disformes, incertezas, conflitos....
Por mais que eu tente burlar minhas certezas....
Estarei sempre aqui, no quarto escuro, e as lágrimas que não cessam
Lamentanto pela sua ausência, clamando pelo seu corpo
Ou mesmo , por um resquício da sua atenção, um sorriso sincero....
Por quantas noites sonhei perder-me por seus abraços, carícias
Grande inconformismo por ter apenas sua amizade e respeito
Sei que não és tão leviano para com minhas lamúrias
Talvez falte a coragem para assumir uma posição
Não lhe culpo por tuas atitudes, mas garanto-te a fidelidade do meu amar
Continuarei por caminhar,
E em seus obstáculos sei que por muitas vezes ainda irei tropeçar
Mas a esperança e a fantasia jamais irão se apagar,
Afinal a vida é o paraíso das incertezas!

23 de setembro de 2006

Um pouco mais do seu veneno

O amor perdura até onde o desejo não enxerga
E despeja na carne suspiros de um sentimento prometido a outro alguém
No quarto escuro as lágrimas percorrem a face
Em meio a um silêncio frio e distante
Talvez na utopia encontrava-se a perfeição de dois tórridos corações unidos.
Covardemente burlas-te a recíproca
Ensurdeço-me as rosas que contam as tuas lembranças
Os meus olhares perdidos ainda percorrem seus caminhos
Cegos pernoitando por teus profanos atos em becos escuros
Desmontei minhas instituições, para mascarar tuas qualidades defeituosas
Ponho em versos brandos palavras soltas tal como a inquietude de minha mente
Propalo tua leviandade para com minha compaixão
Como aquele romance perdido em prateleiras empoeiradas
A teus extintos lhe custaram a alma, que tentastes resgatar debruçando-se sobre os meus restos
Suas aventuras já não me competem mais, tais punhaladas certeiras em um alvo frágil
Faltou coragem para assumir e prosseguir... liberto-te as traças
Já não és mais o prisioneiro dos meus anseios
Por um fio me despeço e despenco, inquieta , enlouqueço ,padeço....

6 de agosto de 2006

Loucuras de um amor impossível

Acabei por me acostumar a te amar
Talvez seja um delírio imaginar-te um dia ao meu lado
Por tantas vezes esteve tão perto, porém emocionalmente distante
Sei que não e tão leviano para com os meus sentimentos
Mas muitas barreiras nos repelem
Entretanto é nos seus olhares que os meus se encontram
Por vezes fostes o maior dos meus pesadelos
Mais me emponho a face e mais radiante sorriso
Quando dominas meus sonhos
Talvez a realidade se afaste de tudo que um dia eu mentalizei
Mas seria loucura desejar um amor que jamais poderá me oferecer
Meu coração alheio a a minha vontade insiste em ressoar seu nome
Por mais tímido que possa parecer, afinal são tantas controvérsias
Tenhas a certeza , meu querido, que quando outro corpo de mim se fizer dono
Entregarei meu carinho, meu afeto e ternura
Mas meu amor jamais, este é apenas seu, para toda a eternidade
Dos maiores prantos aos melhores sorrisos
Por toda a minha intensidade ao existir
Depositei em você o ápice do meu sentimento, desde a mais tênue idade
E nos meus sonhos, o meu acalento, na minha imaginação, a recíproca
Sinto-me o mais covarde dos seres por jamais ter dito isso olhando em teus olhos
Mas temo que dilaceres a minha magia
Por vezes tentei impedir-me o sofrimento
Mas ter-te fisicamente presente e não poder tocar é o meu mais irresoluto mistério
Entrego-me a ti, meu amante, eternamente amado.

8 de junho de 2006

Carta a um amigo especial!

São tão complexos os sentidos dos seus versos
Por vezes confusamente simples, entretanto meramente ambíguos
Nas tuas palavras encontro meus sentimentos
É como se desvendasse meus mistérios
Como podes ser tão complicadamente perfeito?
Em suas poesias encontro o meu conforto
Ao mesmo tempo em que me esvaeço em lágrimas
Como queria desfrutar das virtudes do seu eu lírico
Confesso que muito desejei ser a musa de tuas composições
As vezes fico presa as minhas convicções
Buscando argumentos para atenuar teu sofrimento
Procuro em todos os livros respostas para suas dúvidas
Mas percebo que jamais tão vasta literatura tenha as encontrado
Talvez seja um ser evoluído demais para se prender as convicções Terrenas
Por vezes Me perco tentando descobrir o que se passa no maquinário de suas idéias
Algo tão meramente irresoluto
Meu sentimento falou mais forte por entre suas palavras
E me vi envolvida como no mais antigo romance
Não me contive ao choro nesses momentos
Posso relatar que com você viajei aos mais opostos pólos
Da felicidade extrema ao reencontrar um amor do passado
E despertar neste algum interesse,
Jamais me senti tão completa como naquele momento
Ao mesmo tempo me senti dominada por um imenso vazio
Quando sobe da não reciprocidade para com meus sentimentos
Como se desbotasse meu arco-íris
Mas não te culpo meu querido, talvez os tons fortes tenham sido frutos da minha imaginação
Você foi um sonho bom, daqueles que agente deseja eternizar
Mas no ápice, o despertador toca,
E agente acorda olhando para os lados idealizando realidade
Sinto falta do vale a pena ver de novo que não chegou a acontecer
Ou mesmo das promessas que não puderam ser cumpridas
Mas o tempo me ensinou a aceitar a sua forma de me gostar
Sua amizade me faz sentir bem
As vezes sinto falta da sua companhia,
Me acostumei a te ter sempre por perto, mesmo que não fisicamente
Você me faz sentir bem, embora ainda precise adormecer meu sentimento
É meu amigo, sei que já não posso te gostar da forma que desejava
Mas mesmo assim , és muito importante para minha existência!
Obrigada por ter cruzado o meu caminho novamente
E deixado uma marca tão forte na minha vida